A Idade Das Trevas 

ossa história começa no ano de 1346 (ainda não aconteceu a grande Peste Negra que arrasou a Europa)
A Igreja detém o conhecimento, poder temporal e espiritual; nobres orgulhosos exigem tributos e serviços de quem eles deixam trabalhar em seus feudos. Os burgos (cidades) são locais de comércio não apenas do trabalho dos artesãos e dos camponeses, mas de mercadorias de lugares distantes e exóticos.
O temor, a Deus e ao desconhecido, é enorme, pois muito pouco se tem de verdadeiro conhecimento. Há superstições, há monstros e demônios na noite - e os que ousam questionar a Igreja ou se envolver com os monstros, têm uma boa chance de acabar na fogueira. Também os que desafiam os senhores feudais não vivem muito; podem terminar esquecidos em algum porão úmido.
Ao mesmo tempo que o homem comum pouco sabe do mundo ao seu redor, em geral ele acredita piamente em sua religião - o que torna sua Fé uma ameaça a criaturas amaldiçoadas.
O glamour dos sonhos ainda existe, e seres fantásticos podem caminhar entre nós confortavelmente, encantando os que têm a chance de encontrá-los.
A ciência e seus paradigmas eram algo muito distante da maioria das pessoas; coisas que hoje sabemos que são impossíveis, para o homem medieval do Mundo das Trevas  podiam acontecer.
O sangue dos cainitas era muito forte, bem menos diluído do que é hoje, portanto eram mais poderosos. Além do mais, é mais fácil enfrentar flechas e espadas que uma rajada de metralhadora ou tiros de 'sopro-de-dragão' (balas de fósforo, incendiárias) :) Assim, os vampiros na idade média tinham algumas vantagens contra seu alimento.
Porém, com cidades distantes entre si e pequenas, onde todos geralmente se conhecem, se alguém desaparece ou morre logo todos ficam sabendo. Sem falar da Fé que até o mais reles camponês pode possuir...
É um mundo bem diferente. Um mundo de escuridão e uma certa inocência, um mundo de guerras sangrentas e de domínio da fé. Um mundo onde a luz colorida dos vitrais e o incenso nas catedrais contrasta com rituais pagãos na floresta, onde a fome dos camponeses contrasta com os tesouros guardados em castelos, onde a Peste é uma niveladora, atacando a todos independente de sua posição social.
Onde o código de honra dos cavaleiros contrapõe-se à falta de escrúpulos de nobres que abusam de seu poder, onde a Igreja é ao mesmo tempo uma luz de esperança, pelos bons sacerdotes e monjes,  e parte crucial no sistema de opressão ideológica - pelos que almejavam apenas poder.
Este é o nosso tempo.
E vivemos entre a Cruz e a Espada.

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